RECICLAGEM DAS MÍDIAS DE CD’S E DVD’S

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os CDs e DVDs são compostos de metais e plástico, portanto recicláveis, mas o custo X benefício desse processo, falta de legislação e educação estão enchendo os aterros com essas mídias

Por Ricardo Ricchini

CDs e DVDs são um grande avanço tecnológico. Podem guardar gigantescas quantidades de informação que resultariam em gasto de espaço, enorme volume de papel e de fitas magnéticas, passando a ocupar pequenos discos com espessura de 1,2 mm e diâmetro de 12 cm. Outro benefício é seu tempo de vida estimado entre 30 e 300 anos.

Porém todas essas vantagens tendem a se perder por falta de planejamento e de uma legislação eficiente.

De que adianta dispositivos cada vez menores e o sucesso da exportação desses produtos por países como China e Taiwan se não há qualquer responsabilidade sobre o destino final dos resíduos desta indústria?

Por quê países importadores como o Brasil não definem nenhuma legislação para reutilização ou reciclagem ou destino final dos mesmos?

De que adianta a famosa longevidade dos CDs se a tecnologia os torna obsoletos em menos de quinze anos?

De que adianta economizar espaço e papel se há uma distribuição descontrolada de CDs com informações que já estão na internet e se não há incentivo a redução de gravação de dados descartáveis?

Assim como sugerimos que não se imprima em papel toda a informação que aparece pela frente, fazemos a mesma recomendação com CDs e DVDs.

Quais materiais compôem um CD? Basicamente é composto por uma base plástica de Policarbonato e uma camada reflexiva feita de liga metálica de ouro, prata ou alumínio. Além disso existe a camada de gravação, de laqueamento e uma superfície de proteção.

Reciclagem

A reciclagem de CDs ocorre em países desenvolvidos e pode ser uma oportunidade de negócios no Brasil.

A reciclagem industrial inclui a desmagnetização, o desmonte dos discos e a reciclagem do plástico e de outros componentes.

Apesar da reciclabilidade do material, a “Software Manufacturer’s Association” (USA) estima que menos de 30% das mídias de pacotes de software são recicladas. Isto significa que milhões de caixas de software vão direto para os aterros sanitários todo ano e que diariamente os usuários finais jogam fora milhões de disquetes avariados. São materiais que levam mais de 450 anos para se decompor.

O policarbonato e os metais reciclados podem ser usados em diversas aplicações mas o custo X benefício da operação ainda é discutível. Então são necessários incentivos para que o material seja efetivamente transformado em nova matéria-prima. Não só benefícios de legislação que os recicladores eternamente buscam para alavancar sua profissão, como também avaliar as responsabilidades dos fabricantes e distribuidores.

Além da reciclagem, torna-se obrigatório repensar o consumo desenfreado dessa mídia, atitude que pode ser simples, diminuindo a quantidade de dados desnecessários que são armazenados, revendo a necessidade de comprar CDs com informações disponíveis na internet, compra de produtos piratas apenas por conta de seu baixo custo (mas que você nunca vai assitir novamente).

Regras também poderiam ser definidas, como defender que seja concedido ao consumidor o direito de optar por não receber CDs promocionais e ressaltar nas embalagens informações sobre descarte correto e reciclagem do produto.

Referências para a produção do artigo:

Clube do Hardware – http://www.clubedohardware.com.br

B. Piropo – http://www.bpiropo.com.br

Reciclagem de Mídias de CD-R – Rosa Alencar – ralencar@ufba.br

http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=412

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Sobre alansantos

Trabalhou nas empresas: Vejota, Yeg Informática como Técnico em Manutenção de redes e Computadores... Na Abaeté Linhas Aéreas, como Técnico de Suporte, e na Codesal / Defesa Civil de Salvador como Analista de Suporte... Ao todo são 12 anos de serviços prestados dentro desta área. Sou Formado pela Fib, Centro Universitário da Bahia, no Curso de Bacharel em Sistemas de Informação, ano de 2010. Trabalho atualmente como Micro Empreendedor, prestando serviços em Tecnologia da informação. Possuo uma boa equipe de trabalho no caso de projetos maiores. Nas empresas pela qual presto serviço, quando possível, procuro aplicar o conceito de sustentabilidade, plantando a necessidade da economia de energia da reciclagem de papéis e dos computadores.

Publicado em 9 de maio de 2012, em Arte - AR-TI, Lixo eletrônico, Negócios, Sustentabilidade, T.I Verde e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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